O fántastico mostrou ontem(09/06) uma grande reportagem sobre as
estradas do Brasil,e a grande maioria da reportagem foi sobre as maravilhosas
estradas do Pará...
VEJA A REPORTAGEM DO FANTÁSTICO COMPLETA:
As estradas do Brasil estão esburacadas, lentas e
perigosas. Elas atrasam a nossa economia e tiram vidas. A repórter Sônia Bridi
percorreu as principais rodovias do país, de Norte a Sul. É a série ‘Brasil:
Quem paga é você’.
Não é fácil construir na Amazônia. Abrir caminho na
selva, com pouco tempo sem chuva para trabalhar o chão. Mas demorar 40 anos e
ainda ter a estrada incompleta.
O Fantástico foi ao Norte do Brasil. A BR-163 é uma
espinha dorsal, passando pelo centro do país, do Pará até o Rio Grande do Sul.
De Santarém até a divisa com o Mato Grosso, são 980
quilômetros. Mas, 460 quilômetros ainda estão em estrada de chão.
José Roberto Pereira, caminhoneiro: É muito, muito
chão.
Fantástico: Que velocidade o senhor pega aí no
chão?
José Roberto Pereira: A velocidade é 5 por hora, 10
por hora.
Leva tempo até o caminhão sumir de vista.
“Tem muito transtorno a viagem. Falar que é uma
viagem maravilhosa não é. É uma viagem bem dificultosa”, diz José Roberto
Pereira.
Difícil se você carrega 20 toneladas de soja.
“Na época que não chove, na seca, é muita poeira. E
na chuva é muita água, muito barro”, conta Gregory Ferreira, caminhoneiro.
São 12 trechos de obra. Um está sendo tocado pelo
Exército. Como o resto do percurso, intercala asfalto e terra. Falta pavimentar
40 quilômetros. Mas vai demorar.
“Esse ano, aproximadamente 20 quilômetros de
asfalto. E no próximo ano, 20 quilômetros. Entregando essa estrada para essa
população por volta do mês de dezembro de 2014”, afirma o coronel Sérgio
Henrique Codelo, comandante do 8º BEC.
Na maior parte do ano, a chuva dá umas poucas
tréguas. E quando volta, é de enxurrada.
Basta meia hora de chuva pra estrada ficar alagada.
E essa água toda, além de provocar erosão e encher a estrada de buraco, faz do
trabalho de construção na Amazônia um grande desafio.
Há pontes prontas, mas sem o aterro nas cabeceiras.
Na última estação de seca os militares entregaram as mais urgentes, como a
Ponte da Enxurrada.
Em um trecho de 112 quilômetros entre Itaituba e
Rurópolis, no Pará, a BR-163 se funde com a Transamazônica. Essa estrada que
foi aberta no começo dos anos 70 do século passado pelos militares e que, só
agora, 40 anos depois, tem sinais de que o asfalto finalmente vai chegar.
O atraso vem de longe. Só em 2009, as obras foram
reiniciadas. Mas a empreiteira responsável por este trecho faliu. Deixou as
pontes novinhas. E o povo usando as de madeira. O Dnit refez a licitação e o
asfaltamento começa este ano.
Em outros três trechos da BR-163, o Tribunal de
Contas da União encontrou indícios de sobrepreço, superfaturamento e pagamento
por serviços não executados.
O TCU aceitou a defesa de uma das empreiteiras.
Para as outras duas, aponta potencial dano aos cofres públicos de R$ 31,4
milhões.









