Bicitáxi do morador Elisomar Gemaque chega a valer R$ 10 mil (Foto: Laura Brentano/G1)
Município paraense das palafitas não permite carros e motos.
Moradores 'turbinam' os chamados bicitáxis com tocador de DVD
omo o município não permite carros e motos, a solução encontrada por Raimundo Gonçalves para ter mais conforto foi o bicitáxi. Em 1995, ele criou o primeiro modelo que, na época, tinha três rodas. “Durante quatro anos, eu tinha o único bicitáxi da cidade. As pessoas pagavam para dar uma volta nele”, conta.
Pensando em melhorar o seu meio de transporte, Gonçalves juntou duas bicicletas tradicionais e montou o bicitáxi como é mais conhecido hoje. Desde então, já foi criada a “bicilândia” e o “bicitáxi escolar”. “Hoje, quase todas os bicitáxis vêm com DVD ou CD player”, conta. Um bicitáxi simples custa cerca de R$ 1 mil e leva uma semana para ser criado. Os clientes que quiserem incluir outros elementos tecnológicos precisarão desembolsar mais R$ 1 mil.
Há cinco anos, Manoel Lobato, de 39 anos, colocou um aparelho e uma tela de DVD no seu bicitáxi. “Nos finais de semana tiro um dinheirinho levando as pessoas para passear”, conta. Já Elisomar Gemaque, de 36 anos, sempre teve vontade de ter um carro, e acabou adaptando o seu bicitáxi ao seu desejo antigo. “Quando eu vivia em Belém, cheguei a juntar dinheiro para comprar um veículo. Mas acabei optando por um apartamento”.
Com retrovisor, faróis, amortecedor, marcha e freio, o bicitáxi de Gemaque é praticamente um carro. “Só falta o motor”, brinca. Todos os equipamentos são ligados a uma bateria que chega a durar uma semana, segundo Gemaque. “Acompanhei toda a montagem, que durou cerca de seis meses. Todas as peças foram retiradas de carros, como o Uno e o Tempra, da Fiat”, conta. “Hoje, eu uso muito para passear com a minha filha de 3 anos no final de semana. Por isso, só tenho música infantil”.
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